sábado, 16 de abril de 2011

Historic Files

HISTORIC FILES

Jack Shephard


 Origem: Orlando, Califórnia
 Profissão: Médico
 Idade: 37 anos

   Jack é um médico cirurgião especializado em operações com a coluna cervical. Faz parte do grupo de sobreviventes do vôo 815 que cai na Ilha. O episódio piloto de LOST é visto a partir de sua perspectiva. Um dos traços mais fortes da personalidade de Jack é o instinto de proteção dos outros. Jack é dotado de uma compaixão única. Ele é um líder nato, eleito pelos sobreviventes como aquele que fala por todos. Essa é, também uma das qualidades principais de Jack: o poder político. Ele estava no vôo saindo de Sidney para levar o corpo de seu pai falecido de volta para Los Angeles. Jack e seu pai, Christopher, tinham um histórico de um relacionamento muito conturbado.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Por que?

 Ninguém sabe como o mundo foi criado, ninguém provou - nem provará -, a existência de Deus. Ninguém sabe o que é o universo, nem sabem onde nós estamos, se tudo é um sonho, como Descartes já sugeriu (e refutou), se estamos vivos ou mortos, se é realidade ou fantasia, tudo o que pensamos, dizemos e vivemos.


 Muitos homens vem tentando explicas todas essas questões há mais de 2.500 anos, Isildo e Homero, Parmênides e Heráclito, Platão e Aristóteles, Jesus Cristo... Todos foram muito bem sucedidos em suas tarefas teóricas, mas jamais provaram qualquer coisa, não há provas, só o que há são crenças e teorias.


 No ano de 2004, nos Estados Unidos a 22 de Setembro, algo único é iniciado na história da raça humana. A série de televisão LOST, inicia sua primeira de seis temporadas que viriam. 


Um avião cai numa Ilha misteriosa, onde coisas estranhas e sobrenaturais acontecem, onde um grupo considerável de personagens herdou nomes de alguns dos maiores filósofos de todos os tempos. Onde seres humanos são induzidos a um estado selvagem de natureza, em que suas vidas antes do acidente não mais importam ali dentro, o que importa são suas experiências e tudo aquilo que os formou enquanto seres humanos. O que importa é o que acontecerá daquele ponto em diante. 


 LOST levou a mente humana a um novo grau de análise, ouso dizer que mostrou todo e qualquer ser humano despido de tudo o que a sociedade nos agrega, despidos de qualquer valor ou principio moral, porque na selva, isto não existe. A que ponto podemos chegar quando expostos a situações de extremo risco, que ameaçam a nós mesmos e aqueles que convivem conosco? Do que somos capazes? E quais são os paralelos entre LOST e tudo o que já foi teorizado pelo ser humano até os dias de hoje? Certamente, os criadores de LOST não eram um grupo de desocupados sem qualquer embasamento teórico. Nada é por acaso, o acaso não existe em LOST. Ou existe? E o Livre Harbitrio? E a Liberdade? Se você acha que o nome dado a série é só porque se trata de um grupo de pessoas perdidas numa Ilha, você está errado. Quem está perdido? Eles ou somos nós? 


Namastê.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

LOST e a Filosofia - Introdução

 Eu venho escrevendo relações entre a série televisiva norte-americana LOST e a Filosofia já há algum tempo. Todas as minhas reflexões sobre o assunto foram anteriormente postadas em meu blog pessoal. Como o projeto acabou ganhando uma dimensão maior do que a que eu esperava que ganhasse, decidi importar todas as minhas reflexões para um blog novo que visa apenas isso. Todos os posts de meu blog pessoal, com relação a LOST, serão excluídos e postados aqui à medida em que eu os for aperfeiçoando e reescrevendo. 


 LOST, é uma daquelas  coisas inquietantes e instigantes que surgem em nossas vidas e permanecem ali até nosso fim. Para mim, especificamente, surgiu em um momento de grande entusiasmo com a Filosofia. Surpreendi-me como uma série de TV que atinge o grande público pode ser tão ousada ao ponto de ser complexa para grande parte deste público. Ousada sim, pois nos dias de hoje da grande massificação, quanto mais simples, melhor. Quanto menos reflexão, melhor. Os criadores de LOST ignoraram todos os elementos que fazem uma série bem sucedida e insistiram na reflexão. E eis o ponto mais intrigante: conseguiram manter o público atento e curioso por seis temporadas. Considerando que não é possível comparar LOST a séries de sucesso parecido como “Friends”, “Sex and the City”, “Grey’s Anatomy”, “E.R” e outras. Porque é a mais diferenciada de todas essas.

 Apesar do roteiro bem escrito, dos triângulos amorosos, o mais intenso em LOST, me atrevo a dizer, não foram nem os enigmas, mas sim cada personagem em sua individualidade. Seres humanos que foram dissecados e analisados desde seus nascimentos até o dia de suas mortes. Qual série de TV no mundo promoveu tal feito até hoje? Qual filme ou livro o fez? LOST é, obviamente, entretenimento, mas entretenimento inteligente, psicológico e filosófico. As bases de nossa sociedade ocidental (e muito provavelmente oriental, também), estão explicitas e implícitas nos diálogos, nos flashbacks e flashforwards, nos enigmas e em cada mente de cada personagem que passou pela Ilha, com a exceção de nosso conterrâneo Rodrigo Santoro, seu personagem não tem valor algum para a trama nesse sentido.

  Venho tentando, de alguma forma, explicitar toda a teoria que envolve LOST, e posso dizer que ao percorrer esse caminho virei um fã de carteirinha e, como sempre faço, me envolvi emocionalmente com cada personagem, sendo difícil para mim prosseguir com esse projeto. Pois terminá-lo, significa dar adeus a esses personagens que povoam minha mente.

 Não faço isso como uma contribuição a academia mundial da filosofia, mesmo porque não tenho interesse em participar de algo tão fechado quanto isso, mas faço isso como um material aos fãs que, porventura, se interessam pelo mais profundo de LOST. Lembrando que não sou um leigo em Filosofia que decidiu abrir a wikipédia e ler as teorias dos grandes nomes de filósofos citados na série, estou cursando uma faculdade de filosofia, ainda me considero muito imaturo (e acredito que me considerarei até o fim da vida), mas estou tentando fazer o meu melhor ao relacionar duas coisas que amo. Todos os tipos de comentários serão bem-vindos, críticas e sugestões, também.

ATENÇÃO: Inicio esse blog partindo do pressuposto que quem o ler já terá terminado de assistir as 6 temporadas da série, se não tiver, aviso que os spoilers serão inevitáveis.

 E agora, abramos os olhos, porque a Filosofia não é algo que está apenas nos livros com palavras complicadas de mais para nos animar a lê-los, ela está em todos os lugares.

 Namastê.