quinta-feira, 14 de abril de 2011

LOST e a Filosofia - Introdução

 Eu venho escrevendo relações entre a série televisiva norte-americana LOST e a Filosofia já há algum tempo. Todas as minhas reflexões sobre o assunto foram anteriormente postadas em meu blog pessoal. Como o projeto acabou ganhando uma dimensão maior do que a que eu esperava que ganhasse, decidi importar todas as minhas reflexões para um blog novo que visa apenas isso. Todos os posts de meu blog pessoal, com relação a LOST, serão excluídos e postados aqui à medida em que eu os for aperfeiçoando e reescrevendo. 


 LOST, é uma daquelas  coisas inquietantes e instigantes que surgem em nossas vidas e permanecem ali até nosso fim. Para mim, especificamente, surgiu em um momento de grande entusiasmo com a Filosofia. Surpreendi-me como uma série de TV que atinge o grande público pode ser tão ousada ao ponto de ser complexa para grande parte deste público. Ousada sim, pois nos dias de hoje da grande massificação, quanto mais simples, melhor. Quanto menos reflexão, melhor. Os criadores de LOST ignoraram todos os elementos que fazem uma série bem sucedida e insistiram na reflexão. E eis o ponto mais intrigante: conseguiram manter o público atento e curioso por seis temporadas. Considerando que não é possível comparar LOST a séries de sucesso parecido como “Friends”, “Sex and the City”, “Grey’s Anatomy”, “E.R” e outras. Porque é a mais diferenciada de todas essas.

 Apesar do roteiro bem escrito, dos triângulos amorosos, o mais intenso em LOST, me atrevo a dizer, não foram nem os enigmas, mas sim cada personagem em sua individualidade. Seres humanos que foram dissecados e analisados desde seus nascimentos até o dia de suas mortes. Qual série de TV no mundo promoveu tal feito até hoje? Qual filme ou livro o fez? LOST é, obviamente, entretenimento, mas entretenimento inteligente, psicológico e filosófico. As bases de nossa sociedade ocidental (e muito provavelmente oriental, também), estão explicitas e implícitas nos diálogos, nos flashbacks e flashforwards, nos enigmas e em cada mente de cada personagem que passou pela Ilha, com a exceção de nosso conterrâneo Rodrigo Santoro, seu personagem não tem valor algum para a trama nesse sentido.

  Venho tentando, de alguma forma, explicitar toda a teoria que envolve LOST, e posso dizer que ao percorrer esse caminho virei um fã de carteirinha e, como sempre faço, me envolvi emocionalmente com cada personagem, sendo difícil para mim prosseguir com esse projeto. Pois terminá-lo, significa dar adeus a esses personagens que povoam minha mente.

 Não faço isso como uma contribuição a academia mundial da filosofia, mesmo porque não tenho interesse em participar de algo tão fechado quanto isso, mas faço isso como um material aos fãs que, porventura, se interessam pelo mais profundo de LOST. Lembrando que não sou um leigo em Filosofia que decidiu abrir a wikipédia e ler as teorias dos grandes nomes de filósofos citados na série, estou cursando uma faculdade de filosofia, ainda me considero muito imaturo (e acredito que me considerarei até o fim da vida), mas estou tentando fazer o meu melhor ao relacionar duas coisas que amo. Todos os tipos de comentários serão bem-vindos, críticas e sugestões, também.

ATENÇÃO: Inicio esse blog partindo do pressuposto que quem o ler já terá terminado de assistir as 6 temporadas da série, se não tiver, aviso que os spoilers serão inevitáveis.

 E agora, abramos os olhos, porque a Filosofia não é algo que está apenas nos livros com palavras complicadas de mais para nos animar a lê-los, ela está em todos os lugares.

 Namastê.

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